Posted 06/05/2013 by Daniel Pires in Business FC
 
 

Deloitte Football Money League 2011/2012. 5º – Chelsea.

Deloitte Football Money League 2011/2012. 5º - Chelsea.
Deloitte Football Money League 2011/2012. 5º - Chelsea.

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Chelsea, actual campeão europeu, é o 5º classificado da Football Money League de 2011/2012. Mantém a posição que assegurou em 2010/2011, mesmo com um aumento nas receitas de 14% para um total de 322,6 milhões de euros.

A época do Chelsea conjugou o muito bom com o muito mau. A contratação, no início de 2011/2012, de André Villas-Boas, campeão português e vencedor da Liga Europa pelo FC Porto, criou a ideia de um reencontro com os sucessos que José Mourinho tinha alcançado ao serviço dos blues, mas a aposta do clube londrino saiu falhada. A meio da época, o técnico português foi despedido e Roman Abramovich substitui-o pelo italiano Roberto Di Matteo, até aí treinador adjunto, que tomou conta da equipa até ao final da temporada. A troca produziu efeitos positivos, já que o Chelsea ganhou a Champions League, após eliminar o Barcelona nas meias-finais e derrotar na final, disputada no Allianz Arena, o Bayern de Munique, e a Taça de Inglaterra, conquistada, em Wembley, diante do Liverpool. No entanto, nem tudo foi perfeito: a conquista desses troféus foi paga com o 6º lugar final na Premier League, a pior classificação dos Pensioners nos últimos 10 anos.

 
Começando pelas receitas de TV, o clube londrino conseguiu um valor de 139 milhões de euros (cerca de 43% das receitas), que se traduziu na campanha europeia, já que cerca de 60 milhões de euros são provenientes da presença na Champions e do percurso que realizou na competição. No entanto, nas competições nacionais, o valor recebido foi mais reduzido do que na época anterior, em virtude da queda do 2º para o 6º lugar, o que por inerência, tendo em conta os direitos televisivos da Premier League, conduz a que se receba menos dinheiro. No caso do Chelsea, o encaixe, a nível de competições nacionais, foi reduzido em 3,3 milhões de libras.

No merchandising, as receitas aumentaram 12% para os 87,1 milhões de euros (cerca de 27% do total), devido aos contratos de longa duração assinados com a Adidas (fornecedora de equipamentos) e a Samsung (patrocinadora da camisola). Para além disso, o clube assinou contratos com a Gazprom, a Delta Airlines, a Audi e a Singha para a época 2012/2013, o que irá aumentar, muito provavelmente, o incremento de receitas na próxima época da Football Money League.

No que à bilheteira diz respeito, as receitas do Chelsea aumentaram 15% para os 96,1 milhões de euros, devido ao facto de ter disputado mais três jogos do que no exercício anterior. Esse aumento deveu-se à presença nas competições a eliminar (Champions League e FA Cup), o que se traduziu na média de 41 478 espectadores por jogo, representando cerca de 98% da capacidade de Stamford Bridge. A lotação do estádio londrino é um dos obstáculos para o Chelsea (3,2 milhões de euros/jogo) se aproximar nas receitas de bilheteira do Manchester United (4,9 milhões de euros/jogo) ou do Arsenal (4,1 milhões de euros/jogo). Aliás, o Chelsea planeia a construção de um estádio novo (na ordem dos 60.000 lugares) para poder garantir um maior aumento de receitas. Esse plano está, momentaneamente, congelado, já que o clube londrino não dispõe das condições económicas para avançar com o projecto.

Em resumo, o Chelsea deverá manter, na próxima época, o mesmo lugar na Football Money League, ainda que não o tenha totalmente assegurado, devido à saída prematura da Champions League e à aproximação, quer nas competições nacionais, quer nas competições internacionais, de Arsenal e Manchester City.

 
foto de abertura © pelauts.com


Daniel Pires

 
35 Anos. Produtor de TV. Pós-Graduado em Marketing Desportivo. Licenciado em Marketing. Apaixonado por futebol.