Posted 22/05/2013 by Francisco Pinho Sousa in Colunas
 
 

Da história de um título surpreendente (ou não tanto…) até ao título de um clube de militares passando pelos grandes duelos das velhas escolas de Leste.

Vítor Pereira: FC Porto campeão nacional 2012/13.
Vítor Pereira: FC Porto campeão nacional 2012/13.

1. Agora sim, em definitivo: o “27” chegou ao Dragão! Terminou a Liga 2012/13. O campeão, o mesmo de sempre (ou quase isso…). Pela 7ª vez nos últimos 8 anos, o FC Porto sagrou-se campeão nacional. Um título conquistado após uma recta final desastrosa do Benfica (1 ponto ganho entre a recepção ao Estoril e a deslocação ao Dragão). Muito se pode discutir em torno de qual terá sido o momento decisivo deste campeonato. Eu diria que um campeonato, como prova de regularidade, se faz de diversos momentos. Para o FC Porto, os golos de Kelvin frente a Braga e Benfica foram decisivos, mas não podemos esquecer as difíceis vitórias frente ao Braga (fora) ou frente ao Rio Ave no Dragão. Ou o sofrido triunfo na deslocação ao terreno do Estoril. E, certamente, não podemos esquecer o empate do Benfica frente ao Estoril que teve o condão de despertar as hostes portistas para a eventualidade de duas vitórias finais garantirem o tri. Foi o FC Porto um justo campeão? Sem dúvida. Assim como teria sido o Benfica, se porventura tivesse derrotado o Estoril, empatado ou vencido no Dragão, se não tivesse empatado na Choupana ou, por exemplo, na primeira jornada, em pleno Estádio da Luz, frente ao Sporting de Braga. No fundo, tudo isto foi decidido em detalhes. Foi uma belíssima disputa entre dragões e águias. Parabéns aos vencedores, respeito pelos vencidos!

2. Vítor Pereira em “A história do bicampeão mal amado”. 60 jogos para o campeonato depois, Vítor Pereira é um dos homens mais felizes do mundo. Afinal estamos a falar de um treinador bicampeão. Com uma só derrota nesses mesmos 60 jogos! Os números são avassaladores, no entanto a crítica não é unânime: Vítor Pereira merece continuar no FC Porto? Eu diria que sim, a avaliar pela competitividade azul-e-branca numa prova de regularidade como o campeonato. Fico com mais dúvidas, porém, quando penso nos insucessos somados em provas a eliminar. Parece que o técnico portista tem uma natural predisposição para alterar o estado das coisas em momentos decisivos (Coimbra a temporada passada, Braga ou Málaga já esta época…). Dá a impressão que lhe falta um controlo dos acontecimentos, o que não pode ser visto como uma característica positiva. No entanto, tal como evoluiu este ano, quer em termos comunicacionais, quer na maneira como colocou a equipa a jogar bom futebol em vários desafios (sim, só quem não entende de futebol ou não viu os jogos com a mínima atenção pode dizer que o nível exibicional do Porto foi quase sempre medíocre esta época), também pode evoluir nesse sentido: na próxima temporada, caso fique no Dragão, poderá vencer uma das Taças e chegar ainda mais longe na Champions. Tudo isto é um processo de aprendizagem também para ele. Resta saber se “A história do bicampeão mal amado” terá continuação ou não.
PS: Campeonato melhor do que na primeira época, Champions melhor e até nas Taças chegou um pouco mais longe. Mas sabemos como na casa portista, e sobretudo entre os adeptos, a exigência é grande.

3. Jogadores-chave do título azul-e-branco. Decidi escolher cinco. Cá vão eles, por categorias. Melhor jogador: João Moutinho. A energia inesgotável, o “motor” do meio-campo azul-e-branco. Quando tem a bola nos pés, gere-a com mestria e encontra o melhor espaço onde colocá-la. Lesionou-se e todo o Porto tremeu qual terramoto 8.0 na escala de Richter. O tempo e o espaço são dele. É o dono do jogo por excelência. Jogador-coração: Lucho González. Se Moutinho é o “motor”, Lucho é a alma da equipa. Já lhe falta algum dinamismo, uma maior amplitude de movimentos, mas a abnegação e o espírito de sacrifício são uma constante. Joga num ritmo mais pausado mas a classe com que se movimenta e pega na bola é notável. 6 golos esta época são uma marca muito forte. Jogador decisivo: Jackson Martínez. O que no México era, essencialmente, um avançado de aproveitar bolas em profundidade, nas costas da defesa, tornou-se, em Portugal, num matador completo, técnico e capaz de se movimentar em espaços curtos e médios de uma maneira soberba. Muito inteligente a ler o jogo, Jackson revelou todo um cardápio de boas maneiras futebolísticas. Pontapés de bicicleta, de escorpião, cabeceamentos imparáveis, fintas e remates. Resultado: 26 golos e o prémio de melhor marcador da Liga, no ano de estreia na Europa. Soberbo. Jogador decisivo (mas que nem sempre é devidamente valorizado). Fernando: o polvo. Parece-me uma definição perfeita para este jogador. Está em todo o lado, compensa atrás, nas laterais, sobe cada vez mais, criando linhas de passe em zonas mais adiantadas e, sobretudo, rouba bolas e equilibra a equipa de uma forma quase perfeita. Nem sempre é gabada a sua árdua tarefa mas não tenham dúvidas de que Fernando é um jogador indispensável. Vendê-lo? Só mesmo por uma boa maquia. Jogador-revelação: Mangala. Maravilhosa época do central francês. Refreou os ânimos, alguma agressividade e falta de preparação tornaram-se em capacidade de usar o físico para ganhar quase todos os lances, por alto e por baixo. Rápido, capaz de antecipar e implacável na marcação individual, usa ainda o seu poderio físico para ir à frente, marcando vários golos de cabeça. Na retina, fica a incrível capacidade de impulsão, no golo apontado em Guimarães, no inicio de uma das vitórias (e exibições) mais vistosas da época.

4. A tragédia final de uma equipa vistosa. A época do Benfica teve contornos de tragédia, quase como tivesse sido amaldiçoada pelos espíritos de Eurípedes ou Sófocles. Às portas do sonho, o conjunto de Jorge Jesus vacilou. Perdeu Campeonato e Liga Europa numa semana. Trágica ironia: ambos no minuto 92. O tal que ficará para sempre mal visto na óptica encarnada. As pessoas perguntam-se: como foi possível isto ter acontecido? Fica a sensação de que o Benfica se assustou após o empate frente ao Estoril. Jogou para empatar no Dragão e teve uma espécie de divino castigo, obra de um miúdo endiabrado chamado Kelvin. Na final da Liga Europa, o castigo foi ainda mais duro, brutal, porque o Benfica foi sempre melhor equipa que o Chelsea. Mas ser melhor não significa ser astuto, pragmático e mais frio na hora decisiva. E foram estes 3 factores que faltaram, em momentos, ao Benfica finalista da Liga Europa. Um Benfica com uma qualidade de jogo e uma verticalidade assinaláveis mas sem criar muitas oportunidades e, por consequência, os golos. Para concluir a semana, a confirmação da perda do título para o FC Porto. Apesar da vitória frente ao Moreirense (com 1ª parte em cura lenta de estado depressivo e uma 2ª parte de cara alegre, graças à agitação e clarividência de Gaitán e Lima), o Benfica não conseguiu chegar ao 1º lugar. Merecia? Se o tivesse ganho sim. Foi como disse antes: se, porventura, não tivesse deixado escapar 2 pontos contra o Estoril, mereceria. Porquê? Porque ocupava o lugar, com mérito próprio e com a certeza de não ter vacilado, em definitivo, nos momentos decisivos. Vacilou e acabou sem os principais objectivos na mão. De forma cruel, é indesmentível, mas não podemos esquecer erros determinantes (a falta de ousadia no Dragão ou o relaxamento de Jardel no lance que valeu o golo decisivo do Chelsea). Porque isto do futebol não pode ser tido como questão de sorte ou azar. Como se costuma dizer, somos nós que fazemos a nossa sorte ou o nosso azar. Fica, porém, o registo das exibições positivas e avassaladoras. Para já, só isso. Resta ainda o contentamento descontente (como diria Camões) da Taça de Portugal. E mesmo aí, o Benfica poderá esperar oposição dura do Vitória de Guimarães. No fim da época, faremos as contas.

5. A saída de Jesualdo e a chegada de um vencedor. Parece-me que a saída de Jesualdo Ferreira foi um erro. Não sei o que aconteceu ao certo, mas depois do trabalho que fez parece-me um prémio injusto. Mudou mentalidades, tirou da equipa potenciais titulares de atitude displicente e arriscou, colocando jovens como Bruma, Eric Dier ou Tiago Ilori, numa aposta clara para ganhar o futuro. Os adeptos gabaram-lhe o trabalho e os resultados, ficando só a mágoa por não ter apurado a equipa para a Europa. Compreendo, portanto, quando diz que este “foi um dos momentos mais difíceis da carreira e da vida pessoal”. Este trabalho deveria ter tido continuidade e seria, quiçá, uma possibilidade de fim de carreira em beleza para Jesualdo (e o Sporting iria acabar por ganhar com isso…). Porém, o casamento não resultou. O divórcio foi consumado e, logo de seguida, se arranjou novo casório: Leonardo Jardim é o treinador do Sporting para as próximas 2 épocas. Boa opção? Veremos, mas acredito plenamente que sim. Leonardo Jardim tem o espírito dos vencedores, parece-me um homem ambicioso, metódico e capaz de colocar as suas equipas a jogar um futebol ofensivo, com golos mas sabendo ser também pragmático nos momentos certos. Com um dos orçamentos mais baixos dos últimos anos, não terá, muito provavelmente, oportunidades de fazer um brilharete, mas se conseguir lutar pelo 3º lugar já será bastante aceitável. Ou seja, o Sporting arrisca mas pode não ficar mal com a mudança. Agora, parece-me indiscutível que Jesualdo tinha tudo para vir a ser uma “solução” e não um “problema”. Mas ele entendeu que seria mais problemática a sua continuidade. Há que aceitar, mesmo não se sabendo ao certo o que esteve por detrás desta saída polémica.

6. A maravilhosa obra de Marco Silva. Quem conseguiu um inédito apuramento para a Europa esta temporada foi o Estoril. A equipa orientada pelo jovem Marco Silva conseguiu a subida no final da época passada e logo na temporada de regresso ao escalão principal conseguiu um extraordinário 5º lugar. Não surpreende se formos a ver com atenção os jogos da equipa da Linha: uma defesa segura e com 4 titulares de bom nível (destaco Steven Vitória e Jefferson), um meio-campo que mistura trabalho (Gonçalo Santos) e criatividade (Evandro ou Carlos Eduardo) e um ataque técnico, eficaz e forte nas movimentações (Licá, Luís Leal ou Carlitos). Em casa, foram uma equipa interessantíssima, capaz de assumir riscos e de fazer bastantes golos. Fora, também tiveram jogos consistentes, sendo que o ponto alto foi o recente jogo disputado no Estádio da Luz. Para o ano, segue-se participação na Liga Europa (3ª pré-eliminatória se o V.Guimarães vencer a Taça, “play-off” se for o Benfica o vencedor da final do Jamor). Provavelmente já sem boa parte do plantel (Steven Vitória, Jefferson, Carlos Eduardo ou Licá têm sido falados para os “grandes”) e, quiçá, sem a equipa técnica maravilhosa que conseguiu comandar os canarinhos a uma temporada sensacional. Apesar de tudo, só a presença numa competição internacional já será motivo de orgulho para todos os adeptos do Estoril-Praia. Sorriam e desfrutem, sem pensar que época de Europa nem sempre se compagina com sucesso a nível interno.

7. Fim-de-semana de clássicos a Leste. Sábado jogaram-se dois jogos escaldantes e potencialmente decisivos para os títulos da Polónia e Sérvia. Curiosamente ganharam as equipas que eram líderes, jogavam em casa, tinham 2 pontos de vantagem sobre o 2º classificado e ambas com golos apontados nos últimos minutos, na sequência de lances de bola parada. Há coincidências extraordinárias. Comecemos pelo confronto polaco: Legia Varsóvia vs Lech Poznań. Vitória sofrida, com penalti tardio, desencantado pelo promissor Jakub Kosecki (é rápido, tem técnica mas parece algo imaturo e excessivamente teatral, na tentativa de sacar faltas aos adversários) e convertido pelo experiente Ivica Vrdoljak. O jogo foi quase sempre dominado pelo Legia, perante um Lech Poznań muito cauteloso, quase parecendo querer jogar para o empate, apesar da desvantagem na tabela. No Legia, além de Kosecki, destaco também o promissor lateral-direito Bartosz Bereszyński (bastante vertical, dá profundidade e defende com critério) e o médio-ofensivo/2º avançado Vladimir Dvalishvili (muito móvel e com bons recursos técnicos). O jovem médio-centro Daniel Łukasik saiu cedo, mas também mostrou qualidades (jogou com boa qualidade de passe e forte no desarme). Do lado do Lech, há que destacar o central Marcin Kamiński, muito certinho, o combativo lateral-esquerdo Luis Henríquez e os médios de 2ª linha Gergő Lovrencsics (ala húngaro forte no um-para-um) e Kasper Hämäläinen (finlandês com bons pés mas sem grande intensidade). O outro clássico do dia opôs Partizan a Estrela Vermelha. Curiosidade para ver o reciclado Estrela Vermelha de Ricardo Sá Pinto (foi somente o 2º jogo da era Sá Pinto que consegui ver), perante o crónico campeão dos últimos anos e que, muito provavelmente, o voltará a ser esta época. O jogo foi resolvido numa bola parada fantástica de Miloš Jojić. Antes tivemos um jogo intenso, bem disputado, típica amostra da paixão sérvia. Sobretudo no 2º tempo, quando vimos um Partizan bem mais forte desde início, tentando constantemente o golo (a 1ª foi intensa mas teve menos ocasiões e menos Lazar Marković!). A equipa de Sá Pinto sofreu duro golpe com a lesão, a meio da 1ª parte, de Darko Lazović. Tentou jogar em contra-ataque, defendendo compacta mas a 2ª parte endiabrada de Lazar Marković deu cabo dos planos ao técnico português. No Partizan, muita atenção ainda ao ponta-de-lança Aleksandar Mitrović (muito forte no jogo aéreo e bom finalizador) e ao central búlgaro Ivan Ivanov (forte e bastante concentrado a defender). Do outro lado, pena a lesão do talentoso Lazović. Ainda assim, vimos bons pormenores do ala esquerdo montenegrino Filip Kasalica e atenção ainda ao médio-centro Luka Milivojević (boa visão de jogo). O mercado sérvio deve claramente ser mais explorado. A velha escola jugoslava continua a dar os seus frutos.

8. Atleti melhor que o Real e o espírito-Simeone. Os últimos 4 anos têm posto em evidência um facto muito raro até aqui: o Atlético de Madrid tem somado mais títulos do que o rival Real Madrid. Desde 2009, 5 títulos para o Atleti e somente 3 (todos com Mourinho ao leme) do Real. Um destes títulos dos colchoneros foi conquistado na última sexta-feira, em pleno Santiago Bernabéu, precisamente frente ao Real Madrid. Simeone reconheceu a superioridade do maior rival, apostou numa estratégia de contenção, para depois contra-atacar. Teve sorte atrás, claro, mas foi uma equipa que acabou por merecer essa fortuna perante um desinspirado Real Madrid (claramente em fim de ciclo). Na frente, duas setas, Falcao e Diego Costa, foram tentando semear o pânico junto da defesa madridista. O 1º golo é exemplo da perfeição do entendimento entre esta dupla. Mas há mais: gigante Arda Turan, jogador com uma qualidade técnica notável, grande trabalho da dupla Gabi-Mario Suárez e um decisivo Miranda, que apareceu na área contrária para dar o 10º troféu ao Atlético de Madrid. Como disseram em Espanha, a tão desejada Décima foi mesmo para os rojiblancos. Quanto ao Real, final de época frustrante, com a confirmação da saída de Mourinho. Pôxa, como diriam os brasileiros: é mesmo um cemitério de treinadores!

9. Ferguson despede-se na maior das loucuras. Se alguém se virasse para Ferguson há 26 anos e lhe dissesse: meu caro, o seu jogo de despedida, dentro de uns bons anos, irá terminar 5-5, o escocês por certo pensaria que entretanto ter-se-ia tornado treinador de hóquei. No entanto, aconteceu mesmo num campo de futebol. O The Hawthorns, casa do West Bromwich, tornou-se, de repente, em mais um pedaço da história do futebol mundial. Um jogo entre duas equipas que já não necessitavam do resultado para nada acabou por ser um hino ao golo e à emoção. O United chegou a estar com vantagem gorda por 2 vezes (0-3 e 2-5) mas permitiu o empate final à equipa da zona de Birmingham. Foi um jogo épico, onde o factor-descontracção permitiu a dezena de golos vista. Ferguson não deve ter gostado na perspectiva de treinador de uma equipa que desperdiçou duas vantagens de goleada. Mas, pondo-se no lugar do adepto imparcial, deve ter aceitado o resultado. Quem viu o jogo delirou. E com razão!

10. CSKA, o justo campeão russo. Um empate a zero bastou ao CSKA Moscovo para garantir o título da Liga russa. A recepção ao surpreendente Kuban Krasnodar resultou num jogo monótono, sem grandes ocasiões, dando sempre a ideia de que o CSKA entrou a pensar mais na festa do que noutra coisa. E tinha razões para isso: faltava 1 ponto e a equipa cumpriu tranquilamente. Isto tudo depois de uma época em que o CSKA foi praticamente sempre melhor equipa. Houve regularidade, consistência exibicional e uma frieza nos momentos-chave que permitiu à equipa de Leonid Slutsky regressar ao trono do futebol russo. Uma equipa que tem no meio-campo a sua base, com a presença regular da dupla sueca Wernbloom-Elm. Costumam ser fortes na recuperação defensiva e têm boa saída de bola. Na 2ª linha, costumam estar Dzagoev e Tosic, descaídos nas alas, com Vagner Love a aparecer como uma espécie de “enganche” ou 2º avançado, permutando constantemente com o rápido e tecnicista Musa. Atrás, uma dupla sólida e que já joga de olhos fechados (Beretzuski e Ignaschevich) e um lateral-direito brasileiro, central de formação, muito certinho a defender e que não apoia mal o ataque (Mário Fernandes). Na esquerda, alternam Schennikov e Nababkin, enquanto que a baliza pertence ao titularíssimo Akinfeev. Não esquecer as segundas opções de enorme qualidade que Slutsky maneja, como, por exemplo, Honda ou Doumbia. Um plantel que não tem sofrido muitas alterações ao longo dos anos mais recentes e que, também por isso, conseguiu chegar finalmente a um título, que já escapava desde 2006.

 
foto de abertura © Paulo Duarte / AP


Francisco Pinho Sousa