Posted 17/07/2012 by Joachim Rodrigues in Convidados
 
 

Europeu Sub-19 2012: o melhor «onze»

Espanha: campeã da Europa de Sub-19 (2012)
Espanha: campeã da Europa de Sub-19 (2012)

N

uma fase final do Europeu Sub-19 2012 marcada novamente pelas ausências das eternas potências Holanda, Alemanha e/ou Itália – todas eliminadas na Ronda de Elite -, a sempre amigável Estónia emprestou a casa e a Espanha levou o ouro. Depois de um percurso imaculado na Ronda de Qualificação – 3 jogos, 3 vitórias -, «La Rojita» chegou a Tallinn como favorita, com Inglaterra e França a fazerem uma aliança histórica na tentativa de aproveitarem uma possível distracção de nuestros hermanos, campeões em título depois da vitória alcançada na versão 2011 da competição.

Incluída no apelidado «Grupo FMI», com a Grécia e Portugal, às quais se juntou a tranquila e anfitriã Estónia -, a Espanha viu-se a contas com as primeiras dificuldades ao longo do seu percurso, na 2ª jornada, frente a Portugal, depois de um brilhante empate a 3, alcançado pelos portugueses já em tempo de descontos. A Selecção portuguesa, que derrotou na jornada inaugural a Estónia (3-0), saiu prematuramente do torneio, em virtude da derrota (2-3) frente à eterna desmancha-prazeres Grécia, com o prémio de consolação de ter sido a única a não cair aos pés de «La Rojita» na sua caminhada até ao triunfo final.

No que concerne ao Grupo B desta Fase Final do Europeu Sub-19 2012, Inglaterra e França cumpriram, passando às meias-finais ao ultrapassarem uma incómoda Croácia e uma decepcionante Sérvia – 0 pontos, 1 golo marcado, 8 sofridos -, Selecção que na Ronda de Elite havia deixado para trás a Alemanha, uma sempre favorita à vitória final.

Destaque ainda para o equilíbrio presente na fase do «mata-mata», em que os finalistas apenas foram encontrados após prolongamento e em duas meias-finais verdadeiramente dramáticas que opuseram Grécia à Inglaterra (2-1; após prolongamento) e Espanha à França (3-3 com 4-2 no desempate por pontapés da marca de grande penalidade). Já no que respeita à Final, repetiu-se o encontro da fase de grupos entre Espanha e Grécia (2-1), com novo triunfo da «Rojita», desta feita por uma bola a zero, com o golo a ser marcado por aquele que foi o jogador em maior destaque na Selecção espanhola e o melhor marcador da competição: Jesé Rodriguez.

 

Onze da Competição

 
Euro Sub-19 2012: melhor onze

 

Stefanos Kapino (Grécia – Panathinaikos)

 
18 anos | 1.95 | Guarda-Redes | 4 jogos – 5 golos sofridos

1.300.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: –

Uma das maiores estrelas em ascensão presentes nesta fase final do Europeu Sub-19, Stefanos Kapino, actual guarda-redes do Panathinaikos, foi descoberto, em 2007, no Aetos Korydallos. Estreou-se na baliza dos «Verdes» em setembro de 2011, lançado por Jesualdo Ferreira, tornando-se no guardião mais jovem de sempre a ter a responsabilidade de segurar as redes dos gigantes gregos. A expulsão na meia-final diante da Inglaterra – após uma decisão algo duvidosa da equipa de arbitragem – em nada manchou as excelentes prestações de «Kapi» ao longo do torneio. Robusto e com uma presença física impressionante, sem perder demasiada agilidade, instinto e velocidade de reflexos, mostra-se forte na disputa de duelos aéreos, explorando a sua capacidade de impulsão e argumentos no contacto. Rápido a sair dos postes, em acções de antecipação ou a fazer a mancha, patenteia sobriedade para tomar decisões ponderadas, sem perder agressividade e voz de comando na orientação e motivação do último reduto da sua equipa. Aos 18 anos, apresenta um potencial extraordinário, que promete levar, se devidamente orientado, Kapino até às escolhas da Selecção AA helénica durante os próximos anos.

Dimitri Foulquier (França – Rennes)

 
19 anos | 1.82 | Lateral Direito / Médio Ala Direito | 4 jogos – 1 golo – 0 assistências

300.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: –

Lateral-direito francês dos quadros do FC Stade Rennes, chegou ao clube, em 2007, proveniente no Marquisat Capesterre, emblema de uma ilha pertencente ao departamento ultramarino francês de Guadalupe. Durante o torneio, em que deixou boas sensações, Foulquier demonstrou solidez na lateral direita gaulesa. Fisicamente muito disponível, o que lhe permite fazer o vaivém defesa-ataque, revela competência nos processos defensivos, ainda que, por vezes, precise medir melhor os tempos e intensidade da abordagem aos lances, de forma a evitar precipitações. Apesar de não se tratar de um jogador particularmente virtuoso ou criativo no 1×1 ofensivo, consegue colocar bolas no espaço e aliar a sua capacidade física ao seu poder de aceleração e à sua velocidade de ponta, o que lhe permite ganhar a frente aos adversários, de forma a progredir em posse ou em movimentos 1×2. Com argumentos interessantes nos cruzamentos, patenteia um equilíbrio razoável entre potência, visão de jogo e precisão. Pode também actuar como médio ala direito.

Derik Osede (Espanha – Real Madrid C)

 
19 anos | 1.83 | Defesa Central | 5 jogos – 1 golo – 0 assistências

– (avaliação transfermarkt) | Agente: –

Filho de mãe espanhola e de pai nigeriano, Derik Osede pertence, desde 2002, aos quadros de formação do Real Madrid. Nesta competição, deu demonstrações do muito potencial que possui e que, se devidamente orientado, pode levar o seu futebol a atingir um patamar superior. Muito perspicaz a abordar os lances em antecipação e agressivo, revela-se forte no desarme, fisicamente disponível e veloz, o que lhe permite reagir positivamente a acelerações dos adversários. Dono de um bom sentido posicional, ainda que a espaços tome algumas decisões arriscadas e revele algumas falhas de concentração, é razoavelmente eficaz em disputas aéreas: sem ser imponente, sabe tirar partido da sua capacidade de impulsão. Dotado de capacidade técnica, sabe dar qualidade às saídas para ataque da sua equipa, tanto em progressão, como através de passes médios e longos. O seu talento merece atenção e um acompanhamento especial por parte dos responsáveis merengues.

Samuel Umtiti (França – Olympique Lyon)

 
18 anos | 1.81 | Defesa Central / Lateral Esquerdo | 4 jogos – 2 golos – 0 assistências

1.750.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: Sébastien Thiery

Um dos capitães dos «Les Bleuets», Samuel Umtiti é um central canhoto com um percurso respeitável, desde o escalão Sub-17, nas Selecções de base francesas. Pertencente aos quadros de formação do Olympique de Lyon, clube onde se encontra desde 2001, conta já com algumas aparições pela equipa principal dos «Les Gones»: a sua estreia ocorreu, em janeiro de 2012, pelas mãos do técnico Rémi Garde, num jogo da Taça da Liga, diante do Lille. Um dos pilares da boa campanha gaulesa na competição, que apenas não foi melhor pela derrota, nas meias-finais, frente à Espanha, após o desempate por pontapés da marca de grande penalidade, jogo no qual Umtiti passou, em apenas alguns minutos, de herói a vilão: apontou os dois golos na sequência de lances de bola parada, um deles que permitiu à França, já em tempo de descontos, levar o jogo com a «La Rojita» para prolongamento, mas falhou, posteriormente, uma das grandes penalidades decisivas. Sem ser imponente do ponto de vista físico – 1.81 -, é robusto, agressivo e revela capacidade de reacção ao choque, abordando os lances em antecipação e com poder de desarme, tirando também partido da sua rapidez nas deslocações. Com bons tempos de salto, revela ainda alguns argumentos no jogo aéreo: seguro do ponto de vista defensivo, é perigoso nas subidas até às áreas contrárias em lances de bola parada. Também capaz de sair a jogar, é um jogador personalizado, com espírito de equipa e que se entrega totalmente ao jogo, ainda que demonstre, a espaços, algumas precipitações nas suas acções, típicas de um jogador da sua faixa etária, sem com isso ferir demasiado o seu índice de consistência exibicional e eficácia. Com versatilidade para actuar também como lateral esquerdo, o potencial está presente no seu futebol e o futuro ditará a posição em que melhor se enquadram as suas características.

Konstantinos Stafylidis (Grécia – PAOK)

 
18 anos | 1.78 | Lateral Esquerdo | 4 jogos – 0 golos – 2 assistências

1.750.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: Klaus Gerster / Paul Koutsoliakos

Uma das maiores revelações desta fase final do Europeu Sub-19, Konstantinos Stafylidis, lateral esquerdo grego pertencente aos quadros de formação do PAOK, clube ao qual chegou com 12 anos, despertou a cobiça de diversos clubes das principais Ligas europeias, sendo que o Bayer Leverkusen aparece como o clube melhor colocado para assegurar os seus préstimos. Dinâmico e fisicamente disponível para fazer o vaivém defesa-ataque pelo corredor esquerdo, Stafylidis sabe tirar partido da sua rapidez, poder de aceleração e perspicácia para se desmarcar em iniciativas ofensivas. Com argumentos no cruzamento, calibrado a nível de potência, visão e precisão, é um bom marcador de boladas paradas laterais: pontapés de canto e livres laterais. Sem ser virtuoso em lances de 1×1 ofensivos, revela alguma competência, ora saindo em progressão, ora em toque curto e movimentação 1×2. Defensivamente, consegue manter um bom equilíbrio de eficácia nas suas acções, já que é suficientemente agressivo, sabe entrar em antecipação e revela argumentos no desarme. Um jogador para colocar e manter no radar durante os próximos tempos.

Paul Pogba (França – Manchester United)

 
19 anos | 1.86 | Médio Centro / Médio Ofensivo | 3 jogos – 2 golos – 2 assistências

3.100.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: Mino Raiola

Descoberto nos praticamente anónimos do US Torcy, Paul Pogba chegou, em 2007, aos quadros de formação do Le Havre. O seu talento fora do comum despertou o interesse de vários «tubarões» do futebol europeu, o que levou o Manchester United, numa transferência envolta em muita polémica, a assegurar, em 2009, o concurso por um dos maiores craques saídos do laboratório das formações gaulesas nos últimos anos. Com muito pouco tempo de jogo pela equipa principal do Manchester United no exercício 2011/2012 – 3 jogos como suplente utilizado na Premier League e na Taça da Liga Inglesa e 1 jogo como suplente utilizado na Liga Europa -, Paul Pogba deseja abraçar um novo desafio da sua carreira e a Juventus posiciona-se como a mais forte concorrente a assegurar os seus préstimos. Aos 19 anos, com personalidade e maturidade no seu jogo muito acima da média para jogadores da sua faixa etária, Pogba consegue aliar volume e potência física a técnica, capacidade de liderança e intensidade, demonstrando-se consciente na gestão de posse e na qualidade da condução. Suficientemente capaz na decisão, fornece linhas de passe e joga a 1-2 toques, preocupado com os tempos de transição, antecipando e recuperando posses de bola, jogando e fazendo jogar. Com poder no jogo aéreo e facilidade na colocação de passes curtos, médios e longos, possui uma temível meia distância e é um óptimo executante de lances de bola parada. Com uma enorme margem de progressão, resta esperar e averiguar se todas as mudanças de orientação, em fase tão prematura de carreira, poderão ou não ter impacto naquilo que será a consolidação e solidificação dos seus processos de jogo. O mundo do futebol está atento: Paul Pogba tem a bola.

Georgios Katidis (Grécia – Aris)

 
19 anos | 1.77 | Médio Centro / Médio Ofensivo | 5 jogos – 3 golos – 0 assistências

450.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: Talents and Stars

Capitão helénico e comandante das operações na boa – e talvez surpreendente – campanha grega até à final, Georgios Katidis foi lançado, com 17 anos, na primeira equipa do Aris, em janeiro de 2011, por Héctor Cúper. Desejado pelos principais emblemas do seu País, o AEK Atenas perfila-se como o mais forte candidato a adquirir os seus serviços, mas as suas boas prestações ao longo da competição despertaram a cobiça de vários emblemas europeus. Dono de um estilo de jogo personalizado, capaz de dar critério e qualidade de posse à sua selecção, Katidis assumiu um papel crucial nas sempre temíveis e pragmáticas transições ofensivas gregas, aparecendo com qualidade na zona de finalização, sem, com isso, descurar o momento defensivo, tirando partido da sua disponibilidade física e conferindo espírito e alma à sua equipa. Principal responsável pela eliminação portuguesa e pelo apuramento da Grécia para a fase do «mata-mata» – autor de 2 dos 3 golos com que a Grécia roubou as hipóteses de apuramento de Portugal (3-2) -, Katidis foi uma das boas surpresas do torneio e merece acompanhamento especial durante os tempos vindouros na expectativa de que venha a confirmar todas as credenciais que evidenciou em Tallinn.

Suso (Espanha – Liverpool)

 
18 anos | 1.76 | Médio Centro / Médio Ofensivo / Médio Ala Esquerdo / Médio Ala Direito | 5 jogos – 0 golos – 0 assistências

1.300.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: –

Jesús Joaquín Fernández Sáez de la Torre, mais conhecido por «Suso», pertence aos quadros de formação do Liverpool, herança da «Era Benítez», o que o levou de Cádiz até Inglaterra, demonstrou argumentos suficientes ao longo da competição para ser incorporado no plantel principal do Liverpool em 2012/13. Se a nível de eficácia este não terá sido o seu melhor torneio, a relevância das suas acções e o muito potencial técnico que o seu futebol evidenciou, serão, certamente, dignos de destaque e atenção. Com versatilidade e dinamismo para ocupar posições mais centrais, desempenhando o papel de «playmaker» ou criativo, ou caindo sobre uma das faixas, revela facilidade na criação de desequilíbrios, seja através de desmarcação ou de formação de linhas de passe, seja em lances 1×1 ofensivos, imprimindo velocidade e aceleração às suas acções. Dono de um pé esquerdo de excelência, coloca passes curtos, médios ou longos com visão e precisão e é um bom executante de bolas paradas: cantos, livres laterais e centrais. Terá, talvez, no seu poder físico e na capacidade de reacção ao primeiro contacto com o adversário os seus maiores «handicaps», ainda que com a sua competência na antecipação consiga muitas vezes evitar um confronto mais directo. Materializando de forma mais regular e consistente as muitas potencialidades técnicas do seu jogo, «Suso» será, a médio prazo, mais um dos casos de sucesso do futebol espanhol.

Gerard Deulofeu (Espanha – Barcelona B)

 
18 anos | 1.74 | Extremo Esquerdo / Extremo Direito / Avançado | 5 jogos – 2 golos – 3 assistências

1.500.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: –

Gerard Deulofeu, o novo menino-bonito da fábrica de talentos de La Masia, chegou a esta fase final como um dos jogadores sobre quem recaíam todas a atenções e não defraudou as expectativas: os seus 2 golos e 3 assistências foram de extrema relevância para o desfecho vitorioso da formação espanhola na prova. Partindo de uma das faixas, alternou movimentos em que procurou a linha de fundo para tentar o cruzamento com diagonais em busca das zonas de finalização, para depois, com qualidade de execução, fazer o golo ou o último passe. Gerard Deulofeu revelou uma grande facilidade na criação de desequilíbrios e descompensações das defensivas contrárias, aproveitando o seu virtuosismo no drible – ainda que, por vezes, exagere nas iniciativas individuais – e capacidade de aceleração para espalhar o pânico pelos relvados de Tallinn. O seu pé preferido é o direito, embora também consiga recorrer ao pé esquerdo em execuções mais simples. Bom marcador de bolas paradas – cantos, livres laterais e livres frontais -, Gerard Deulofeu é o último produto com o selo de qualidade «blaugrana» para acompanhar bem de perto nos próximos tempos.

Jesé Rodríguez (Espanha – Real Madrid Castilla)

 
19 anos | 1.78 | Extremo Esquerdo / Extremo Direito / Avançado | 4 jogos – 5 golos – 0 assistências

4.400.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: Ginés Carvaja

Jesé «Maravilla» Rodríguez, jogador pertencente aos quadros do Real Madrid, onde tem feito um percurso sensacional pelas equipas de base, foi o melhor jogador e bota de ouro da prova. Apontado, por alguns analistas espanhóis, como «El Cristiano de Valdebebas», brilhou, a grande nível, nesta competição e demonstrou as razões pelas quais as suas exibições consistentes têm causado sensação e feito primeiras páginas de jornais, com particular destaque para a sua estrondoso tripla no empate frente a Portugal (3-3) e para a autoria do golo com que a Espanha levou de vencida a Grécia na final (1-0). Partindo de uma das faixas, Jesé revela-se muito forte a aproveitar os espaços entre o defesa lateral e o defesa central adversários, através de temíveis e eficazes movimentações em diagonal, em que explora o seu virtuosismo no drible e a grande facilidade na colocação de velocidade e aceleração, chegando e aparecendo em zona de finalização de forma equilibrada. Agressivo e acutilante, ataca a baliza adversária utilizando a sua qualidade de execução no remate para desfeitear o guarda-redes. Jesé Rodríguez é um verdadeiro projecto merengue a viver na sombra de um extra-planetário como Cristiano Ronaldo, à espera da sua vez para brilhar ao mais alto nível.

Paco Alcácer (Espanha – Valencia)

 
18 anos | 1.74 | Avançado | 4 jogos – 2 golos – 3 assistências

2.200.000 € (avaliação transfermarkt) | Agente: –

Depois da trágica morte do seu pai ter sensibilizado o Mundo do futebol, «Paco» Alcácer faz do golo não só uma razão de existir, como também, em jeito de terapia, uma forma de abraçar o seu ente querido: “Va por ti, Papá”. Pertencente aos quadros de formação do Valência, já teve a oportunidade de estrear pela equipa principal, em janeiro de 2012, ao ser lançado por Unai Emery numa partida diante da Real Sociedad. Franciso Alcácer García, mais conhecido por «Paco» Alcácer, foi uma figura determinante na chegada da «Rojita» à final da competição, ao apontar 1 golo e a realizar 2 assistências na partida em que a Espanha eliminou a França, como também foi o autor de um dos golos mais bonitos da competição no triunfo sobre a Estónia (2-0). Muito importante no sistema de jogo espanhol, ao patentear inteligência e perspicácia na forma como sai da zona de referência, arrastando marcações, sabe jogar de costas para a baliza e é eficaz no toque curto, permitindo o aparecimento de maiores espaços entre os centrais e os laterais adversários, determinantes para as entradas de Deulofeu e Jesé em movimentações diagonais. Astuto e instintivo, sabe antecipar-se aos defesas adversários, revelando sentido de oportunidade e objectividade na desmarcação, como também qualidade de execução no momento da finalização, onde explora o seu bom remate: o pé direito é o que melhor define, embora também saiba usar o esquerdo em recurso e execuções mais simples. Veloz, sagaz nas suas decisões e capaz no drible, Francisco Alcácer promete continuar a despejar revolta e frustração nas redes contrárias, fazendo do golo momentos únicos de arte com amor nos pés.

 
foto de abertura © Sportsfile


Joachim Rodrigues